Sobre finais felizes
Diz a lenda que todo mundo gosta de final feliz. Mas minha mãe sempre dizia que eu não sou todo mundo, e quem sabe ela estava certa, porque eu odeio finais felizes. Eles são mentirosos.
O final feliz é o jeito mais brega de se terminar uma narrativa. Nada na vida se parece com isso.
Ás vezes penso que Shakespeare é gênio pelo simples fato de dar um desfecho sempre trágico às histórias.
Foram sempre os finais tristes que me ensinaram mais sobre a vida. É aquela catarse de quando você termina um livro e fica olhando pro infinito, pensando no que ele se encaixa com a sua vida.
O pão nosso de cada semana
Você já parou pra pensar na quantidade de comida consumida por sua família em uma semana? Já fez a conta de quanto em média é gasto com alimentação nesse período? Já averiguou se a sua dieta é balanceada e saudável ou se é pura porcaria calórica? Se não, chegou a hora.
Eu vi essa série de fotos no blog Obvious, que retirou da comunidade Gaia. Ela mostra a quantidade de alimentos consumidos durante uma semana por famílias médias de vários países. E mostra qual é a média de gasto semanal com alimentação por cada uma dessas famílias.
Qualquer Lugar
Logo ao primeiro canto do galo Seu Benedito colocou os pés no chão, primeiro o esquerdo, depois o direito.
Sentado na cama calçou suas pantufas, tateou no criado-mudo seus óculos de aro e lentes grossas, colocou a cordinha ao redor do pescoço e levantou-se.
Enquanto comia um pão dormido, seu velho radinho Philips, sintonizado numa rádio AM qualquer, rasgava o imperioso silêncio da manhã.
Tão logo terminou de comer, limpou os farelos na camisa, colocou o jornal debaixo do braço e saiu de casa, assobiando um velho samba de Cartola.
Cursiva
Da série “Ouvindo Conversas Alheias”.
- Me ajuda a escrever esse cartão. Como se diz “Vou sentir sua falta” em francês?
- Escreve aí: “Je vais vous man…”, calma! Escreve com letra de mão, cursiva.
- Mas minha letra é horrível, acho melhor escrever assim, com letra de forma.
- Não importa, a caligrafia é uma característica sua, é carregada da sua personalidade.
Não que seja uma conclusão genial, mas nunca tinha parado pra pensar nisso. Quanto de nossa personalidade há em nossa caligrafia?
Fiquei intrigado com essa história e dei uma pesquisada por aí.
Sobre peixes e plantas
- Eu estava em dúvida entre um peixe e uma planta, que são quase a mesma coisa.
- Como assim?
- Ah, os dois não pensam.
- É verdade! E escolheu o quê?
- Optei pela planta, pelo menos não tem que ficar dando comida.
- Hãn. Os dois são burros.
Ouvi esse diálogo na rua, e isso ficou ecoando na minha cabeça durante bastante tempo. Como assim um peixe não pensa?
A única semelhança que vejo entre os dois (tirando o fato de serem seres vivos) é que são comumente usados apenas como elemento decorativo.
Pra começar, peixes têm sistema nervoso complexo e seu cérebro processa os sentidos de gosto e cheiro. Plantas podem sentir gosto e cheiro? (Não)
Aproximadamente todos os nossos amigos escamosos possuem olhos bem desenvolvidos com visão colorida. Plantas podem ser míopes ou daltônicas? (Não)
Em 2003, cientistas da Universidade de Edimburgo descobriram que os peixes podem sentir dor. Plantas podem chorar de dor? (Aparentemente não)
Pra finalizar, o que prova que peixes são muito mais legais que plantas é o fato de existir diversos filmes de peixe por aí; vide Procurando Nemo (2003), O Espanta Tubarões (2004), A Pequena Sereia (1989), Minha Mãe é Uma Sereia (1990), e por aí vai.
Existe algum filme de planta? (Não que eu me lembre)
Resultado: Peixes 1 x Plantas 0
“Meu peixe favorito? Uma piranha na banheira de minha ex-mulher.”
- W. C. Fields
Smoke City - Underwater Love
(trilha de ‘Mermaids‘, comercial da Levi’s dirigido pelo gênio Michel Gondry)