Barbeiro: a figura mítica
Na época eu ainda podia contar a idade nos dedos. Esperava impacientemente olhando as revistas gastas e balançando no ar os cadarços desamarrados. As paredes eram revestidas de madeira, e nunca me esquecerei do quadro com a imagem de uma perua e os dizeres: ‘fumar é cafona’.
Eram preciso duas ou três almofadas para me deixar numa altura boa, e após algumas borrifadas de água o Borges começava, com suas mãos de tesoura e sua língua de prosa, a fazer o seu trabalho.
A única parte ruim do processo era o que ele chamava de ‘toque final’: o Bozano amarelo que fazia arder. Fora isso era sempre um acontecimento, e eu saía feliz da vida, natural de quem acaba de comprar um novo corte.
O ritual geralmente acontecia no sábado de manhã, com direito a pastel de feira na sequência. Mas o tempo foi passando e a imagem heróica do barbeiro foi sendo trocada pela figura de um profissional retrógrado. Afinal, ser hair stylist é bem mais na moda. [Aproveito para fazer o comentário de que a expressão "barbeiro" usada aqui é genérica. Pode ser o meu, o seu, ou se você for mulher, o do seu pai. Enfim, pode ser qualquer barbeiro.]
O pão nosso de cada semana
Você já parou pra pensar na quantidade de comida consumida por sua família em uma semana? Já fez a conta de quanto em média é gasto com alimentação nesse período? Já averiguou se a sua dieta é balanceada e saudável ou se é pura porcaria calórica? Se não, chegou a hora.
Eu vi essa série de fotos no blog Obvious, que retirou da comunidade Gaia. Ela mostra a quantidade de alimentos consumidos durante uma semana por famílias médias de vários países. E mostra qual é a média de gasto semanal com alimentação por cada uma dessas famílias.











